terça-feira, 30 de junho de 2020

Brasileiros Barrados na Europa


A União Europeia confirmou oficialmente nesta terça-feira que residentes do Brasil e dos Estados Unidos serão barrados na reabertura das fronteiras externas do bloco, no dia 1° de julho, após mais de três meses fechadas. De início, o processo gradual permitirá apenas a visita de pessoas oriundas de um grupo de 14 países que conseguiram controlar a pandemia de Covid-19 em seus territórios. Nas Américas, apenas Uruguai e Canadá foram incluídos no seleto rol.


A escolha da lista e seus critérios foram alvo de intensas discussões durante o final de semana, mas os 27 países-membros do bloco ratificaram o acordo nesta terça por maioria qualificada. Os países selecionados são: Argélia, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Japão, Geórgia, Marrocos, Montenegro, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Tailândia, Tunísia e Uruguai.

A China seria o 15º país e seus cidadãos também poderão ter seu ingresso permitido, mas para isso Pequim precisará liberar a entrada de  europeus em seu território, já que a reciprocidade é uma das condições exigidas por Bruxelas.

Brasileiros, americanos, russos e indianos — alguns dos maiores visitantes estrangeiros do bloco — continuarão vetados. Isto porque não se englobam nos três critérios traçados pelos europeus: que a tendência de contágios esteja estável ou decrescente; que sejam respeitados critérios internacionais de testagem, vigilância, contenção e rastreio de novos casos; e que o número de casos por 100 mil habitantes seja inferior à média europeia no dia 15 de junho.

Nas duas primeiras semanas deste mês, segundo o "The New York Times", o bloco teve 16 novos casos por cada 100 mil habitantes, enquanto a estatística brasileira estava em 190 e a americana, em 107. Hoje, os dois países são os mais afetados pela pandemia: têm, respectivamente, 2,5 milhões de casos, com 126 mil mortes, e 1,3 milhão de casos, com 58 mil mortes. Os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump tiveram posições semelhantes em relação ao vírus, minimizando seu impacto, duvidando de informações científicas e fazendo pressão para a retomada das atividades econômicas. Trump ainda permitiu, em meados de março, que a força-tarefa da Casa Branca para a Covid-19 divulgasse recomendações de isolamento social. Bolsonaro, no entanto, teve dois ministros da Saúde que se demitiram porque ele discordava das orientações defendidas por eles para conter a pandemia. Os EUA acabaram proibindo a entrada de brasileiros por conta da epidemia de coronavírus.

Outros países além dos 14 escolhidos também se englobariam nessas condições, mas se optou por uma lista mais seleta e política para permitir o acordo. A confiabilidade das estatísticas de diversas nações foi um impasse durante a discussão, deixando de fora diversas nações africanas, americanas e asiáticas, como a Venezuela, Angola, Cuba e Vietnã. A decisão de excluir os americanos também foi vista como uma crítica à maneira como o governo de Trump vem lidando com a pandemia.



Painel mostra decolagens no aeroporto de Bruxelas, em Zaventem, na Bélgica Foto: KENZO TRIBOUILLARD / AFP / 15-6-2020

segunda-feira, 15 de junho de 2020

WhatsApp vai fazer pagamentos



O WhatsApp anunciou, nesta segunda-feira (dia 15), que o Brasil será o primeiro país a receber uma atualização do aplicativo que vai possibilitar aos usuários transferir e receber dinheiro em transações instantâneas, usando cartões cadastrados. O país será o primeiro a usar o serviço de pagamentos via WhatsApp, já testado na Índia, em larga escala.


A ferramenta também vai permitir que contas do WhatsApp Business recebam pagamentos por produtos e serviços. Para a operação, será preciso cadastrar um cartão com a função débito para fazer as transferências, que puderão ser usadas como meios de pagamento a distância por pequenos negócios.

Durante a pandemia do novo coronavírus, diversas empresas estão usando a plataforma para manter suas vendas, e a rede tem se tornado um grande marketplace, segundo especialistas.

As pessoas físicas poderão enviar dinheiro e fazer compras no WhatsApp sem custos extras. Já as empresas pagarão uma taxa de processamento para receber pagamentos de clientes, semelhante às cobranças feitas em operações com cartão de crédito.

Os pagamentos são feitos dentro de uma função chamada Facebook Pay. Além do WhatsApp, o Facebook é dono do Instagram.

Em nota, o WhatsApp afirma que o recurso tem esse nome para que, no futuro, os mesmos dados de cartão possam ser utilizados em toda a família de aplicativos da empresa — sinalizando que o Facebook planeja expandir funções de pagamento para outros apps.

“Pequenas empresas são fundamentais para o país. A capacidade de realizar vendas com facilidade no WhatsApp ajudará os empresários a se adaptarem à economia digital, além de apoiar o crescimento e a recuperação financeira", disse Matt Idema, diretor de Operações do WhatsApp, em nota.

"Hoje estamos começando a lançar pagamentos para pessoas que usam o WhatsApp no Brasil. Estamos facilitando o envio e o recebimento de dinheiro como o compartilhamento de fotos. Também estamos permitindo que pequenas empresas façam vendas diretamente no WhatsApp. Para fazer isso, criamos o Facebook Pay, que fornece uma maneira segura e consistente de efetuar pagamentos em nossos aplicativos."

O líder do Facebook acrescentou um agradecimento aos bancos parceiros no Brasil, destacando que o país é o primeiro no mundo a ter acesso à solução:

"Quero agradecer a todos os nossos parceiros por tornar isso possível. Estamos trabalhando com bancos locais, incluindo o Banco do Brasil, Nubank, Sicredi e Cielo, o principal processador de pagamentos para comerciantes no Brasil. O Brasil é o primeiro país em que estamos lançando amplamente pagamentos no WhatsApp. Mais em breve!".

Como vai funcionar?
Para que os usuários possam enviar e receber dinheiro pelo WhatsApp, será preciso cadastrar um cartão na função Facebook Pay. Veja como vai funcionar:

Haverá uma função, no mesmo menu do envio de imagens, chamada "Pagamento".
Quando o usuário clicar nela, o aplicativo vai pedir um valor e redirecionar para a criação de uma conta.
Será preciso aceitar os termos de uso da plataforma e criar uma senha numérica de 6 dígitos.
Depois, o usuário vai precisar incluir nome, CPF e um cartão emitido por um dos bancos parceiros.
Será preciso verificar o cartão junto ao banco, que vai enviar um código ao usuário por SMS, e-mail ou aplicativo do próprio banco. Esse código serve para impedir o cadastro de cartões roubados, por exemplo.
De acordo com o WhatsApp, o uso da senha (ou reconhecimento biométrico do celular) vai ser necessário toda vez que o usuário for enviar dinheiro. As informações de cartão são encriptadas.
Quem vai poder usar?
Inicialmente será possível usar cartões de débito, ou que têm funções de débito e de crédito, Visa e Mastercard, dos bancos Nubank, Sicredi e Banco do Brasil. A transferência vai ser intermediada pela Cielo e será sem taxas para os usuários. Segundo o WhatsApp, o modelo é aberto e está disponível para receber outros parceiros no futuro.

Para as contas comerciais, usando o WhatsApp Business, é preciso ter uma conta Cielo para solicitar e receber pagamentos ilimitados, tanto de crédito quanto de débito, oferecer reembolsos e ter suporte técnico. Os comerciantes, diferentemente dos usuários, pagam uma taxa fixa de 3,99% por transação.

Uma das empresas que fecharam acordo com a plataforma é a Visa. Para Fernando Teles, gerente da Visa do Brasil, a ferramenta vai auxiliar consumidores a comprar e a pagar digitalmente, além de oferecer aos comerciantes mais uma opção de pagamento:

“Usuários do WhatsApp no Brasil agora podem fazer transferências de dinheiro para amigos e familiares, além de efetuar pagamentos para empresas. Ou seja, os pequenos e médios empresários também contam com mais uma opção para aceitar pagamentos, utilizando os recursos de mensagens de uma plataforma que já é familiar a eles”, afirmou Teles, em nota.

Também em um comunicado, Joao Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard Brasil e Cone Sul, destacou o potencial de ampliação de acesso a meios de pagamento dessa nova solução:

“Como empresa de tecnologia de pagamento, trabalhamos para trazer novos produtos para promover a inclusão financeira de maneira segura, prática e fácil para transações contínuas. Essa parceria com o Facebook, mostra nossa capacidade de revolucionar as opções de envio e recebimento de dinheiro no Brasil, mantendo as necessidades de nossos clientes na vanguarda de nossa estratégia e apoiando pequenas empresas locais”.



A ferramenta também vai permitir que contas do WhatsApp Business recebam pagamentos por produtos e serviços Foto: Divulgação

terça-feira, 9 de junho de 2020

Barca da Globo.

Após José de Abreu e Zeca Camargo, outra figura importante deixará a Rede Globo nos próximos meses. 
Trata-se de Miguel Falabella. 
O apresentador já foi avisado que o seu contrato, que termina em setembro de 2020, não será renovado. 
Mesmo assim, ele deve seguir recebendo alguns benefícios, como plano de saúde, por mais dois anos. 
Por conta da crise, novos cortes devem ser anunciados pela emissora nas próximas semanas.


Bacanudo - Cá Entre Nós - Miguel Falabella